quarta-feira, 14 de junho de 2017

Movimento critica Prefeitura de Salvador e Bobô mostra ações do estado na saúde



A luta por melhorias no atendimento à saúde e por encostas em vários bairros da capital baiana levou integrantes do Movimento Comunidades de Salvador à Assembleia Legislativa da Bahia, na manhã desta terça-feira, 13.
Um dos líderes da organização, Afonso Celso conversou com o deputado estadual Bobô (PCdoB) e falou do descaso do prefeito ACM Neto (DEM). “Representamos diversos bairros com falta de encostas e péssimas condições de atendimento nos postos de saúde e UPAs sob responsabilidade da Prefeitura. Além disso, há problemas com a limpeza urbana e escolas fechadas. Sobre as encostas, o município alega que não tem recursos e joga o problema para a Conder”, denunciou.
Outra liderança do movimento, Agnaldo Santos disse que tem UPAs sem pediatra e que só atende pessoas enquadradas na cor vermelha, que significa caso gravíssimo com risco de morte. “Isto faz a população sair do Subúrbio, por exemplo, para buscar atendimento em outros bairros, além de sobrecarregar hospitais como Irmã Dulce e o do Subúrbio.
 SITUAÇÃO PREOCUPANTE
 Para o deputado Bobô, a situação da saúde no município é preocupante. “Estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da ONG Contas Abertas, mostra que Salvador é a capital que menos gasta, proporcionalmente, com a saúde pública. Em 2014 foram investidos apenas R$ 215,96 para cada habitante (R$ 0,59 por dia, número seis vezes menos do que a média nacional, de R$ 3,89). É a penúltima capital no ranking de cobertura de Saúde da Família, com apenas 29,91%, segundo o Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde”, revela.
 ESTADO FAZ SUA PARTE
 Ainda de acordo com o parlamentar, “o Estado tem feito a sua parte, inclusive assumindo responsabilidades da Prefeitura sem receber recurso federal para manutenção dos postos de saúde. O Município recebe, mas só atende 1/3 da população”. Na Assembleia, Bobô apresentou dados do documento “Saúde em Números”, elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), mostrando um raio X do setor no estado e na capital.
 SAÚDE EM SALVADOR
 • 132 Unidades Básicas de Saúde – UBS;
•  10 Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF (19,4% de cobertura das ESF atuais);
• 232 Equipes de Saúde da Família (29,52% de cobertura, a segunda pior entre capitais);
• 1.289 Agentes Comunitários de Saúde (32,9% de cobertura da população);
• 109 Equipes de Saúde Bucal (13,74% de cobertura);
• 02 Equipes de Consultórios na Rua (não financiadas);
• 04 Academias da Saúde (em construção desde 2011);
• 01 Laboratório Regional de Prótese Dentária;
• 06 Centros de Especialidades Odontológicos – CEO.

INDICADORES RUINS

• 70% da população não têm uma equipe de saúde da família para atendê-la;
• 86% não tem uma equipe de saúde bucal para atendê-los;
• 43% das gestantes tiveram menos de 7 consultas de pré-natal, o mínimo recomendável;
• 829 crianças nasceram com sífilis congênita em 2016. A doença deve ser tratada durante o  pré-natal.      Aumento de 25% do total de casos, comparado com 2015;
• 15 a cada 1.000 crianças nascidas morrem com menos de um ano de vida (Dados de 2016);
• 180 pessoas são internadas por mês devido à falta de acompanhamento adequado na atenção básica.

AÇÕES DO GOVERNO – 2015/2017

Leitos
Governo abriu 630 leitos entre janeiro/2015 e janeiro/2017 na Bahia. Destes, 468 foram na capital:

• 161 no HGE 2;
• 136 no Hospital da Mulher;
•  78 no Hospital Roberto Santos;
•  20 no Hospital Carvalho Luz;
•  17 no Hospital Ernesto Simões Filho;
•  15 no Maternidade Tsylla Balbino;
•  11 no Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba);
•  10 na UTI no Hospital Santo Antônio/Irmã Dulce;
•  10 no Hospital Martagão Gesteira | UTI Neonatal Cirúrgica;
•  10 no Hospital Martagão Gesteira | UTI Pediátrica.

Obras
Governo aplicou R$ 135,6 milhões em reforma, ampliação e construção de unidades:

• HGE 2 – R$ 65 milhões;
• Hospital da Mulher – R$ 33,5 milhões;
• Hospital Roberto Santos – R$ 8,427 milhões;
• Hospital Ernesto Simões Filho – R$ 7,3 milhões;
• Hospital Eládio Lasserre – R$ 915 mil;
• Hospital Couto Mais – R$ 810 mil;
• Emergência de Pirajá – R$ 380 mil;
• Maternidade João Batista Caribé – R$ 127,2 mil.

Investimentos
R$ 256,7 milhões até 2018:

• Hospital Metropolitano (em Lauro de Freitas);
• Policlínicas (duas unidades);
• Unidades Básicas de Saúde – Tipo 3 (quatro unidades);
• Unidades Básicas de Saúde – Tipo 4 (duas unidades);
• Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Álcool e Drogas – Tipo 3 (duas unidades);
• Reforma do Hospital Roberto Santos;
• Reforma da Maternidade João Batista Caribé.

Unidades de saúde do Estado na capital:

• 27 equipamentos de média e alta complexidade;
• Custeio mensal de R$ 127,2 milhões;
• Hospitais gerais – 6 unidades;
• Unidades de emergências – 4 unidades;
• Maternidades – 5 unidades;
• Hospitais especializados – 5 unidades;
• Hospitais psiquiátricos – 2 unidades;
• Centros de referência – 5 unidades;
• 3.118 leitos, sendo 303 UTIs.

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